Publicado em 15.07.2017 - Expirados - Sem comentários

Um empreendedor do Vale do Silício, nos Estados Unidos, quer revolucionar o conceito de escola.

Max Ventilla criou a AltSchool, uma escola alternativa com aulas personalizadas geridas por computadores.

“As atividades são personalizadas, assim como o conteúdo, segundo o conhecimento e as necessidades de cada aluno”, explica.

Na prática, isso significa que o ensino leva em conta o ritmo do aprendizado de cada aluno, independente “da série” em que ele esteja.

Assim, estudantes de diferentes idades podem estudar o mesmo conteúdo, de acordo com a facilidade – ou dificuldade – com que lidam com assuntos específicos, como matemática, por exemplo.

A AltSchool espera que o método ajude milhares de alunos.

“Há casos de crianças com diferença de cinco anos nas matérias em que são piores ou melhores”, diz Ventilla.

“E essa é a regra. Não se trata de apenas alguns alunos”, acrescenta.

Na prática

Mas e o qual é o impacto dessa nova tecnologia para os professores?

“Gosto de pensar neles (computadores) como professores com superpoderes”, diz Patrice Greenglase, professora na AltSchool.

Os professores usam dados para personalizar a lista de lições de casa para cada aluno.

“Analisar os dados ajuda os estudantes, os pais e os professores a saber o que fazer depois”, opina Greenglase.

Para ela, o método “é muito prático. Em vez de dar nota B (“Bom”), o professor deveria dizer ‘precisa se esforçar mais”.

“Mas não sabe como”, ressalva.

Sediada em San Francisco, na Califórnia, a AltSchool tem oito-escolas laboratório e anuidade de cerca de R$ 100 mil.

Algoritmos

Com os dados armazenados, a equipe da escola constrói algoritmos que vão orientar os professores sobre o que será ensinado a cada estudante.

Cada criança contribui para melhorar o algoritmo.

“Mais alunos podem ser beneficiados por essa tecnologia na medida em que ela é usada por mais gente”, defende Ventilla.

Mas críticos temem que o papel do professor seja reduzido e que eles fiquem cada vez menos preparados.

Ele sonha alto – a expectativa é vender a tecnologia a escolas públicas.

“Não existe dúvida de que, no futuro, as crianças vão receber a melhor educação porque nossa tecnologia gera um efeito em cadeia e tem um papel central nisso”, diz.

“Dentro de dez anos, diferentes escolas poderão usar a plataforma e o resultado disso é que todo mundo vai sair beneficiado.”

Segundo o empreendedor, “vai ficar cada vez mais fácil para que novos estudantes possam aderir à tecnologia”.

“É isso que esperamos”, conclui.

Fonte: Portal G1 Educação – Acessado em 15/07/2017