Publicado em 14.07.2017 - Expirados - Sem comentários

Depois de se formar na Poli-USP, engenheiro passa em 1º lugar no vestibular de medicina do Einstein

Mário de Souza diz que seu plano era ter o conhecimento técnico de engenharia antes de perseguir a carreira de médico. Entre suas dicas de estudo estão fazer uma redação por semana, focar nos seus pontos fracos e nunca sair da aula sem tirar todas as dúvidas.

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Já formado na Poli-USP, engenheiro Mário de Souza foi aprovado em primeiro lugar no vestibular de medicina do Einstein (Foto: Poliedro/Divulgação)

Ao se formar em engenharia mecânica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no fim de 2016, o estudante Mário Sérgio Cabral de Souza, de 26 anos, sabia que sua jornada acadêmica estava longe de se encerrar. Depois de quase uma década afastado dos conteúdos do ensino médio, ele se viu de volta no cursinho. Depois de seis meses de cursinho pré-vestibular, o rapaz foi surpreendido com a primeira colocação no vestibular de medicina da Faculdade Israelita d​e Ci​ências da Saúde Albert Einstein, no processo seletivo do segundo semestre deste ano.

“Eu sempre pensei em fazer medicina, mas queria levar minha bagagem de engenheiro para frente. Por isso, decidi me formar antes mesmo de tentar o vestibular de medicina. Queria que meu conhecimento técnico pudesse fazer um diferencial na minha formação como médico.”

O jovem revela que ficou muito surpreso com o alto desempenho que teve no vestibular do Einstein. “Imaginei que demoraria mais para passar.”

Dicas de veterano

Para Mário, a dica mais importante é montar um horário de estudos personalizado de acordo com o perfil do aluno. “Sabia o que era meu forte e no que eu precisava trabalhar mais. Minha dificuldade é na área de humanas, e foquei muito nisso. Fazia uma redação por semana, o que ajudou muito, porque a forma do texto é essencial no vestibular”, afirma. Além disso, ele recomenda se desconectar das redes sociais: apagou todos os aplicativos do celular, o que o ajudou a manter o foco nas 10 horas de estudo diárias.

Se concentrar na área de humanidades também foi de grande ajuda para o tempo de prova do estudante. “Eu acelerei na leitura, o que foi ótimo para o vestibular do Einstein. É uma prova de tempo, então ler depressa é um ponto positivo”, avalia. No entanto, Mário não dispensou horas de estudo até mesmo em áreas que tinha facilidade, como física e matemática. “É lógico que eu tive que revisar disciplinas de exatas. Foquei principalmente em química, que não estudei durante a faculdade de engenharia”, lembra.

Outra estratégia do engenheiro foi não sair das aulas sem ter entendido todo o conteúdo ministrado. “Tento não guardar dúvidas no bolso. Às vezes fica alguma imprecisão conceitual, e o aluno vai deixando para resolver depois. Esse é o erro, porque a dúvida pode surgir bem na hora da prova, no pior cenário possível”, garante o engenheiro, que é estudante do Cursinho Poliedro, em São Paulo.

“Eu saía do cursinho com a mentalidade de que havia entendido a matéria e estava pronto para ser testado.”

Futuro

Apesar do excelente desempenho no vestibular do Einstein, Mário não se tornará aluno da instituição por não ter como pagar pelo curso. “Eu sou bastante focado. Apesar de não ter conseguido a vaga no Einstein, vou usar essa boa colocação como estímulo para continuar estudando. Vou tentar vaga em faculdades públicas. Estou confiante para o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], sei que vou fazer meu melhor”, afirma.

O engenheiro não tem planos de sair de São Paulo. “Meu foco é na USP e na Unifesp. As duas opções são excelentes, não consigo nem definir a hierarquia que vou colocar no Sisu. Se passar nas duas, terei dificuldade em escolher!”, brinca o rapaz, que também vai se candidatar ao vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Apesar de muito decidido quanto ao plano de se tornar engenheiro e, em seguida, médico, Mário ainda não definiu com o que vai trabalhar na área da saúde. “Hoje em dia eu me vejo passando pela clínica médica. Mas isso não tem como saber, todo mundo muda de ideia com a experiência na faculdade. Vou tentar explorar todas as áreas para tomar uma decisão, não quero entrar para a graduação de cabeça fechada”, planeja.

Por Clara Campoli, Portal G1

 

Fonte: Portal G1 Educação – Acessado em 14/07/2017